quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tyrannosapiens rex

Após uma fracassada conferência climática - Cop15 -, nada melhor que debater esta tão debatida questão: as mudanças que instauramos em "nosso" habitat são consequências dessa... assustadora ontogênese humana?
O planeta Terra tem aproximadamente quatro bilhões e meio de anos; o ser humano, menos de um milhão. Não passamos de uma mera espécie que está, no momento, no topo da cadeia alimentar. Afetamos, certamente, os aspectos físico-climáticos deste belo verde mundo; contudo, as mudanças e as conseqüências não passam de resultantes em função de nosso desenvolvimento.
Mas é mesmo necessário evoluir? Não estaríamos melhor fazendo fogo com pedras e gravetos? E por que não considerar que usufruímos erroneamente deste termo - evolução.
Conforme “evoluímos”, no que diz respeito à ciência, damo-nos conta o quão importante é saber desfrutar da natureza sem prejudicá-la. O homem do século passado não se importava se os recursos eram finitos ou não. Hoje, sabemos que isso é extremamente relevante (até o momento em que é preciso deixar o lucro em segunda instância); entretanto, praticamente tudo que fazemos afeta o meio!
A chave é saber o que afeta menos.
Por que não utilizar, por exemplo, a energia eólica?
Pois são poucos os locais que oferecem ventos em abundância; e, quanto tem, afeta a rota de migração das aves.
Por que não energia solar? É caro (por enquanto, dizem os entendidos).
Por que não bicombustíveis? Aparentemente não vale a pena ocupar milhares de hectares com cana-de-açúcar, pois para compensar o gasto do solo, é preciso investir no plantio de revezamento, mas os meios de transporte não podem esperar a nova safra. Todavia, nada se compara aos danos que a energia derivada do petróleo provoca neste mundo que tanto aquece. Mas deixemos que a ciência lide com esta fechadura.
Atualmente, temos poder para mudar o planeta de forma drástica; no entanto, não o fazemos por necessidade. Não há quem sobreviva em um local se não estiver em perfeita harmonia com o mesmo. Dessa forma, quanto mais mudamos "nosso" mundo, mais sofremos com isso. Com o aumento da temperatura, doenças tropicais como a malária, a dengue e a febre amarela ganharam espaço, porquanto o clima foi prejudicado e pagamos por isso. Mas tudo vale à pena, se meu carro vai de zero a cem em 8.3 segundos.
Com as alterações do planeta Terra, os mais afetados com atos citados somos nós mesmos. A ciência faz sua parte, mas devemos ter consciência de nossas ações. Por mais que não tenhamos proporcionado mudanças drásticas em “nosso” habitat, temos conhecimento para tal. Sendo assim, nossa obrigação é crescer a favor da natureza, e não contra ela. E por favor, joguem os tocos de cigarro no lixo! E o que fazer com o lixo!?

5 comentários:

  1. A humanidade se considera um elemento à parte da natureza. Baita engano.

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  2. A evolução é vista como um fim em si mesma, por isso não pára. Ironicamente, ainda esperamos que a tecnologia venha superar as crises que o próprio avanço tecnológico criou, ao invés de nos ecaminharmos para um leve retrocesso (sem sentido pejorativo).
    Baita texto, guri!

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  3. O que mais me chamou atenção (e o que mais me incomoda na vida) foi sobre os tocos de cigarro. Eu odeio mortalmente um cidadão que joga um toco no chão, e já cheguei a me estressar fisicamente com uma velha por conta disso, embora não tenha obtido resposta. O problema é que jogar no lixo não é o ideal.

    Recentemente, andava pela João Pessoa quando vi uma lixeira em intensa combustão, esfumaçando lixo fedido e preto, queimando chorume na lata, fazendo a maior poluição possível. Tenho plena consciência de que isso foi fruto de um "fumante consciente".

    Ou seja, fumantes sem o mínimo de educação acabam sendo prejudiciais ao meio ambiente de uma forma ou de outra.

    A propósito, ótimo texto, cara. Tu ficou bom do dia pra noite, isso é incrível.

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  4. Muito obrigado pelos comentários! Devo grande parte de meus aprendizados a estes grandes amigos, os quais me impressionam cada vez mais com tamanho conhecimento.
    Amo vocês galerinha!

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